Havia um labirinto e nele Ariadne, como uma aranha, desfiava o fio. Enquanto isso, Xerazade, a sopro e saliva, laborava a infindável teia narrativa. Ambas, cúmplices e desconhecidas, desafiavam a inevitabilidade do desfecho.
Havia um labirinto e nele um fio desfiando-se, ora sopro, ora saliva, ora arquétipo, ora mulher, ora sonho, ora suor tecendo-se através do tempo e do espaço, abrindo o corpo à realidade imaterial da ficção.
Catarina Lacerda
Notas da formação “Cantar e contar histórias com a paisagem”, com Ana Sofia Paiva