BALDIO
© João Quirino
Cosmonauta e serpente; ser mitológico e pós-apocalíptico. Duas mulheres transmutam-se noutros corpos. Duas jogadoras, quiçá concorrentes, tateiam o espaço para procurar entender a escala do que está ao alcance da mão — essa mão que amanha a terra, que acarinha, que brinca, que extrai , que prepara a fogueira e convida a sentar em redor.
À velocidade da linguagem, atrizes e público atravessam um vórtice de referências que compõem o mosaico da paisagem contemporânea e do programa extrativista — do mercado da informação à corrida à mineração espacial, passando pela manipulação genética de seres, sem esquecer o burnout.
Juntas, dançando, cantando, contando, vão gerando e gerindo o fogo. Sem fôlego e aos papéis, podem até esquecer-se de como ali chegaram e recuperar sentidos enquanto nos segredam e chamam para perto.
Com uma narrativa não linear, Baldio é um espetáculo sobre a voracidade do fazer contemporâneo e o desejo de agitar ideias para a vida que temos em comum — o paraíso é aqui?!
À velocidade da linguagem, atrizes e público atravessam um vórtice de referências que compõem o mosaico da paisagem contemporânea e do programa extrativista — do mercado da informação à corrida à mineração espacial, passando pela manipulação genética de seres, sem esquecer o burnout.
Juntas, dançando, cantando, contando, vão gerando e gerindo o fogo. Sem fôlego e aos papéis, podem até esquecer-se de como ali chegaram e recuperar sentidos enquanto nos segredam e chamam para perto.
Com uma narrativa não linear, Baldio é um espetáculo sobre a voracidade do fazer contemporâneo e o desejo de agitar ideias para a vida que temos em comum — o paraíso é aqui?!
O projeto cruza os territórios da composição – palavra que conecta e hibridiza os processos de criação do teatro, da dança e da música – com a literatura, a filosofia e com o movimento social “comunidades de transição”. Entrelaçando os domínios da criação e participação, revisitamos o arquivo documental de projetos concebidos e implementados pelo Teatro do Frio entre 2021 e 2025, em particular aqueles que nos colocaram em contacto direto com o espaço público e suas presenças: Paraíso Bruto, Manifestações e Laboratórios do Encontro. Deste modo, assumimos o espaço público como o laboratório alquímico da contemporaneidade ao qual não podemos deixar de pertencer, no qual estamos inevitavelmente imersos e do qual somos participantes.
A pesquisa, escrita e construção de Baldio fez-se a partir de duas residências de criação: uma primeira, realizada de 6 a 9 de Setembro, no Campo do Gerês, em colaboração com a Associação Cultural Rural Vivo; e uma segunda, de 20 a 24 de Outubro, na OSSO Coletivo (Caldas da Rainha).
Ficha Técnica
Catarina Lacerda
Dramaturgia
Catarina Lacerda
Malu Vilas Boas
Acompanhamento à Escrita Dramatúrgica
Lígia Soares
Interpretação
Catarina Lacerda, Malu Vilas Boas e Rodrigo Malvar
Sonoplastia
Rodrigo Malvar
Dispositivo Cénico
Fernando Almeida
Desenho de Luz
Cárin Geada
Direção de Produção
Paula Silva
Produção Executiva
Ana de Sousa Vieira
Sérgio Couto
Registo de Vídeo
Miguel F.
Registo Fotográfico
Miguel F
João Quirino
Beatriz Pequeno (Culturgest)
Comunicação
Ana Rita Marreiros
Criação
Teatro do Frio
Co-produção
Culturgest
No âmbito do programa "Isto não é um cubo" da RPAC – Rede Portuguesa de Arte Contemporânea, desenvolvido em coprogramação pelo Arquipélago - Centro de Artes Contemporâneas (São Miguel), pela Culturgest (Lisboa) e pela Pó de Vir a Ser (Évora).
Apoio a residências
Associação Rural Vivo - Campo Gerês, Coletivo OSSO, crl – central elétrica
Agradecimentos
José Carlos Pires (Presidente da Associação dos Compartes do Monte do Campo do Gerês), Grupo de Teatro Comunitário do Campo do Gerês, Cantadeiras do Campo do Gerês e TEP - Teatro Experimental do Porto
Residências, estreia, apresentações
Sessão para escolas
Culturgest, Lisboa
(Pequeno Auditório)
29 e 30 Novembro de 2025
Estreia
Culturgest, Lisboa
(Pequeno Auditório)
Outubro e Novembro de 2025
crl — central elétrica, Porto
Outubro de 2025
OSSO Coletivo, Caldas da Rainha
Setembro de 2025
Associação Cultural Rural Vivo, Campo do Gerês
© João Quirino — Apresentação na